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sexta-feira, 13 de maio de 2011

MASTECTOMIA

TRATAMENTO CIRÚRGICO



Antes de falar em cirurgia há algumas informações básicas. Por exemplo, é necessário um plano de saúde, que não seja picareta; estar com a tal carência em dia e ter paciência se não tiver nenhum plano e buscar o SUS. O atendimento pelo SUS é o mesmo e muitas vezes mais rápido, menos burocrático e até melhor, por exemplo, para quimioterapia, radioterapia, medicamentos para enjôos e hormonioterapia. Sério? SIM! Falo por experiência própria. Se escrevesse sobre o que passei com plano de saúde... Daria um dramalhão mexicano com muiiiiiiitas lágrimas e bota lágrimas nisso e palavrões! Já o SUS me “SUSrpreendeu”!

Difícil no SUS é conseguir a primeira consulta, e PÕE difícil nisso! A partir do momento que o indivíduo descobre o tumor e é diagnosticado câncer, O SUS funciona com maior rapidez, não muita, mas mesmo assim o tempo de espera é menor! O que pode atrasar a cirurgia é a vaga no hospital para internação. O paciente pode ficar esperando, dependendo do caso, no próprio hospital (geralmente no pronto atendimento em uma maca) até surgir a vaga. É o caso de pacientes vindos de cidadades onde não existem hospitais ou não existe tratamento para o câncer naquele hospital! PARA CIRURGIA É NECESSÁRIO INTERNAÇÃO! Belo Horizonte recebe muitos pacientes do interior do estado de Minas Gerais e  de outros estados para tratamento de câncer e outros!



Agora senta... que lá vem aula!



“A cirurgia pode ser subdividida em dois grandes grupos. Um deles engloba as mastectomias, cirurgias nas quais o médico retira toda a mama.(...) O segundo grupo é o das chamadas cirurgias conservadoras, nas quais apenas o tumor (e não a mama por inteiro) e os gânglios axilares são retirados.”



CIRURGIA RADICAL: também conhecida como mastectomia.



I- Mastectomia radical ou cirurgia radical clássica:

Retirada dos músculos peitorais maior e menor, da mama, e dos linfonodos axilares em um único bloco.



II- Mastectomia radical modificada:



A- Com conservação da “massa muscular do peitoral maior, mas disseca sua fáscia de envoltura e o sistema clavi-peitoral-axilar para permitir o esvaziamento completo de todo os níveis ganglionares da axila”.



B- conserva ambos os músculos peitorais, e é também chamada mastectomia simples estendida à axila, ou mastectomia total com dissecção axilar”



CIRURGIA CONSERVADORA:



Quadrandectomia: “consistem na extirpação do quadrante mamário que contém o carcinoma primário, seguido de limpeza axilar”.





IMPORTANTE!

É o médico quem decide os procedimentos após avaliação de todos os resultados dos exames. Nem todas as pessoas são submetidas à cirurgia ou a cirurgia é a primeira coisa a se fazer. Há técnicas recentes em que se congela o tumor - a criogenia; há cirurgia onde apenas se retiram nódulos – nodulectomia; e há, dependendo do caso, só quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia - não se retira o tumor, fazendo apenas controle.





Mastectomia radical: meu caso.



A cirurgia radical - ou retirada total da mama, chamada mastectomia e o esvaziamento axilar também é decidido pelo médico, após o “estadiamento” do tumor (estudo do tamanho, da área invadida e do espalhamento das células doentes). Tudo é conversado e explicado pelo médico. A opção de tratamento depende de diversos fatores e principalmente da aceitação do paciente. Se a mulher decidir não fazer nada, nenhum tratamento, nenhuma cirurgia ou se expor a quimio, radio, hormonioterapia, o médico nada pode fazer! A palavra final é sempre do paciente! EU aceitei O TRATAMENTO que o médico me sugeriu!



MEU CONSELHO: câncer de mama e vários outros, tem cura se descobertos precocemente ou não tão precoces e tratados! Há vida mesmo quando se está as voltas com o câncer! Lembre-se de José de Alencar que viveu vários anos em tratamento, foi vice-presidente da República duas vezes (8 anos), administrou suas empresas, sua família, seu partido político e etc e tal também! Então siga a risca os conselhos médicos, converse, tire dúvidas e faça opção pela cura, pela vida!



Fonte: PIMENTA, Marcelo Batista. O que você gostaria de saber sobre o Câncer de mama. Belo Horizonte: Santa Clara, 1999;

MEIRELLES, Maria Cristina Cortez Carneiro. Linfedema pós-cirurgia por câncer de mama: avaliação de um protocolo de tratamento. Dissertação. Mestrado. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Ribeirão Preto: 1998.
 
www.ibcc.org.br Instituto Brasileiro de Controle do câncer .

www.sbmastologia.com.br Sociedade Brasileira de Mastologia.

www.inca.gov.br. Instituto Nacional do Câncer


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