Desde que passei pelo perrengue do câncer de mama dei para avaliar as coisas que me acontecem comparando-as com tudo o que passei com o câncer e...
DESCOBRI QUE AS VEZES PREFERIA TER CÂNCER REPETIDAS VEZES A SUPORTAR DETERMINADAS COISAS QUE NOS HUMILHAM, DIMINUEM, NOS FAZEM SENTIR PIOR DO QUE O COCÔ DO CAVALO DO BANDIDO! CAROS AMIGOS DO BLOG, EMPRESTEM-ME OS OUVIDOS PARA UM LAMENTO, UM CHORO QUE ESTÁ SENDO DIFÍCIL LEVAR SOZINHA, MUITO, MAS MUITO PIOR QUE OS PERRENGUES DA QUIMIO, RÁDIO, DE TODAS AS CIRURGIAS! ENTÃO LEIA O TEXTO ABAIXO E OBRIGADAÇA! MARINA.
APESAR DE VOCÊ...
Marina da Silva
“Hoje você é quem manda, falou tá falado, não tem discussão...”, é um hino de resistência composto por Chico Buarque nos anos setenta contra as bestas fardadas que tomaram a nação de assalto no golpe de Estado levado a cabo em 31 de março de 1964. Violência, truculência, autoritarismo, censura, prisões, torturas, assassinatos, desaparições! Foram os terríveis anos de chumbo onde militares usurparam o poder, seqüestraram a LIBERDADE e proibiram tudo, até mesmo o sorriso! Terríveis, penosos, angustiantes 20 anos de ditadura militar no Brasil incutiu o medo e implantou um terror e aversão à ditadura, que acabou por justificar, durante a transição democrática, muitas atrocidades, principalmente contra os trabalhadores. Greves, passeatas, manifestações regadas pelo canto da esperança, pela urgência de liberdade, cidadania, melhores condições de trabalho e salários eram sufocadas no cassetete, bombas de gás lacrimogêneo, tiros e muita porrada!
Professora primária, funcionária pública do município de Belo Horizonte, nasci com os ditadores em 1963, aprendi a temê-los ainda no berço, perfilei para bandeira, cantei hinos, decorei nomes de generais. Nos anos oitenta ansiei pelas Diretas já, fiz greves, enfrentei a PM, recebi bicudos, cacetadas, desci a rampa do palácio do Planalto em Brasília aos empurrões! Mas nunca em toda a minha vida de trabalhadora, que beira 30 anos de carteira assinada, senti-me tão humilhada, desrespeitada, aviltada em meus direitos de cidadã, de funcionária pública e dentro da instituição criada para RECEBER, CONCILIAR E DIRIMIR os conflitos trabalhistas _ o Tribunal Regional do Trabalho_ pautando-se sempre nos preceitos da Carta Magna/88 e CLT- Consolidação das Leis Trabalhistas de 1943.
“Nossa missão é conciliar”, prega o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região! E foi acreditando e confiando neste propósito nobre que compareci, juntamente com vários trabalhadores, amparados pelo sindicato da categoria (Sitraemg), dia 04 de fevereiro de 2010, para uma sessão do Tribunal Pleno e Órgão Especial (colegiado de desembargadores) da 2ª instância, para lutarmos contra a Resolução 88/2009 do CNJ- Conselho Nacional de Justiça, que busca acabar com a jornada de 6 horas e impor a jornada única de 8 horas nos tribunais! A lei 8.112/90 que “institui o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, das autarquias, inclusive as em regime especial, e das fundações públicas federais” estabelece a jornada de trabalho no “Art. 19. Os servidores cumprirão jornada de trabalho fixada em razão das atribuições pertinentes aos respectivos cargos, respeitada a duração máxima do trabalho semanal de quarenta horas e observados os limites mínimo e máximo de seis horas e oito horas diárias, respectivamente. (Redação dada pela Lei nº 8.270, de 17.12.91)”.Grifo meu.
A maioria dos trabalhadores presentes no plenário e que ingressaram no TRT há pelo menos 12/30 anos escolheram a Justiça do Trabalho sabendo que a jornada estabelecida no TRT. 3ª região sempre foi de 6 horas! Não estaríamos ali lutando por algo insólito ou inconstitucional!
Após breve intervalo a sessão foi reiniciada com o colegiado para apreciar e decidir se acatariam ou não o “aconselhamento” do CNJ. Plenário lotado, o presidente em exercício por força de liminar que impediu a posse da Exma. desembargadora Drª. Deoclecia Amorelli Dias, eleita pela maioria dos votos, anunciou de forma prepotente, arrogante de que não permitiria qualquer tipo de manifestação por parte dos trabalhadores e que esvaziaria o plenário caso fosse desobedecido. Em seguida defendeu a resolução do CNJ afirmando caber a ele, e somente a ele, o presidente, o único responsável pela administração do TRT, decidir, declarando-se surpreso em saber que a jornada de trabalho no tribunal é de 30 horas semanais! Estarrecidos e chocados, os trabalhadores ousaram exprimir espanto e indignação e foram novamente ameaçados com veemência de serem postos para fora! Um festival de absurdidades e sandices foi cometido a partir de então. Segundo o senhor presidente em exercício “por força de liminar concedida pelo Ministro Cezar Peluso no Mandado de Segurança nº MS/28447”, não caberia consulta a ninguém porque “todo mundo sabe o resultado das consultas. Se fizermos um plebiscito perguntando se eles querem trabalhar, não pagar impostos, etc, já sabemos a resposta”! Despoticamente anunciou que como presidente exerceria seu poder monocrático, recolheria a pauta e mandaria cumprir o que o CNJ decidiu sobre a Casa, passando por cima, não somente dos trabalhadores como também do colegiado de magistrados convocados para apreciação e deliberação! HUMILHAÇÃO, VERGONHA E DESONRA deixaram os trabalhadores chocados! Mais ameaças, em tom grosseiro, quase aos berros, foram feitas aos trabalhadores e ao presidente do Sitraemg que ousaram manifestar com as mãos a jornada de 6 horas ou um ah ou oh de consternação! O presidente do sindicato, o representante dos trabalhadores foi desautorizado, desqualificado, humilhado e ameaçado de ser posto para fora por seguranças! Foi desafiado a ir à frente do presidente em exercício por força de liminar e repetir o gesto de luta como quem é chamado no braço para um quebra-pau, um barraco!
Num ato falho, ou problema de ego inflado (estou sendo boazinha), o excelentíssimo dono, oops, presidente do TRT.3 região declarou que julgar na primeira parte da sessão do Pleno, a devolução dos funcionários requisitados aos seus órgãos de origem, era sua estratégia para impor a jornada de 8 horas e obrigar servidores e juízes a trabalhar mais! Muitas outras atitudes autoritárias, humilhantes e desrespeitosas foram cometidas, entre elas: questionar A EFICIÊNCIA DO TRT MINEIRO, fato público e notório; impedir manifestações contra seus ataques aos trabalhadores, dar a entender que o estereótipo do marajá, funcionário público que não faz nada é a realidade do TRT.3; que os servidores ganham muito e não fazem por merecer, um ódio irracional contra funcionários públicos, etc, etc e tal também!
Quase trinta anos de serviço público, vinte deles no egrégio Tribunal Regional do Trabalho nem eu e nenhum dos trabalhadores ali presentes fomos tão ultrajados, humilhados, tratados como seres sem cidadania, de quinta categoria, indivíduos de segunda classe! Um sentimento de derrota, fracasso atingiu a todos ali presentes, funcionários com muitos anos de bons serviços prestados, trabalho este que garante ao TRT os elogios e o reconhecimento nacional como o melhor e mais eficiente tribunal do Brasil! Muitos abandonaram envergonhados e entristecidos o plenário! Alguns usaram o microfone do sindicato para desabafar na frente do prédio, eu chorei no ônibus na volta para casa, uma dor terrível me oprimindo o peito, apertando, dando um nó em minha garganta!
04 de fevereiro de 2010, século XXI, em pleno ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO é uma data histórica para nós trabalhadores da Justiça do Trabalho! ”A República Federativa do Brasil (...) constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa (CF/88, art. 1º, incisos II, III, IV)“.
Se o senhor Eduardo Lobato, presidente em exercício por força de liminar, se diz surpreso com a jornada de 6 horas como alguém que caiu no TRT de pára-quedas ou surgiu ali do meio do nada, nós trabalhadores ficamos consternados ao ouvi-lo afirmar que no TRT.3 trabalhadores se sujeitam a jornadas de 9, 10, 12 horas ou mais, inclusive nos sábados, feriados, recesso, premidos e acossados pela ameaça de perda da função comissionada, a gratificação) e muitos deles sem receber a hora-extra! “Art. 19. § 1o O ocupante de cargo em comissão ou função de confiança submete-se a regime de integral dedicação ao serviço, observado o disposto no art. 120, podendo ser convocado sempre que houver interesse da Administração, mas... “Os limites (da jornada dos servidores públicos - lei 8.112/90) mínimo e máximo de seis horas e oito horas diárias, respectivamente” e não estão sendo observados dentro da Justiça do Trabalho? Tudo transmitido ao vivo, a cores, em tempo real pela TV Justiça e intranet! Além de explorar a força de trabalho de requisitados e terceirizados que recebem muito menos que os trabalhadores concursados, sua excelência questiona a EXCELÊNCIA DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS da Justiça do Trabalho mineira, quer dar satisfações (aparecer) à mídia elevando a jornada de trabalho para muito além do que propugna a Lei 8.112/90, a Constituição federal/1988 e a CLT/1943 destilando seu ódio aos servidores públicos, fortalecendo a discriminação e preconceito históricos! Vergonha, desgraça, desonra! Eu, recentemente especialista em Direito Material e Processual do Trabalho, tendo como mestres ilustres juízes desta Casa, vi serem jogados ao lixo, destituídos de valor, os princípios basilares da Carta Magna/88 e do Direito do Trabalho: princípio do Contraditório, Ampla defesa, devido processo legal, proteção, finalidade social, primazia da realidade, princípio da CONCILIAÇÃO. Um julgamento arbitrário destituiu de poder a equidade, a ponderação, analogia, integração e heterointegração, os usos e costumes (direito consuetudinário).
Caros colegas trabalhadores: neste dia 04-02-2010 não interessa a jornada de trabalho (30 ou 40 horas semanais) ou perda de gratificações; não importa se fomos agredidos, humilhados, rebaixados, desonrados, porque ditadores sempre existiram! O que importa é resistirmos a este abuso, é não nos calarmos, é defendermos o TRT.3 do despotismo, dos ataques aos Direitos dos trabalhadores, dos ataques ao Estado Democrático de Direito, à Carta Magna/88, a liberdade, a honra e a dignidade da pessoa humana!
“Art. 116. São deveres do servidor:
I - exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo;
II - ser leal às instituições a que servir;
III - observar as normas legais e regulamentares;
IV - cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais;
IX - manter conduta compatível com a moralidade administrativa;
XI - tratar com urbanidade as pessoas;
XII - representar contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder”. Lei 8.112/90. Grifos meus.
Estar presidente do TRT é uma condição transitória, temporária, seja por eleição ou força de liminares! A instituição Justiça do Trabalho não pode se sujeitar ao império de vontades!
Diz Karl Marx que o homem é um ser laborandis, ou seja, é um ser que constrói seu mundo e a si mesmo, simultaneamente, através do trabalho e em interatividade com os outros homens e a natureza! Este é um fundamento ontológico do ser dos homens e mulheres: trabalho é vida, o trabalho é central na produção da vida humana! Confie e acredite sempre nisto!
“Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai se dar mal
Etc. e tal”
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
MAMOTOMIA.
Marina da Silva
ATENÇÃO: UMA LEITORA DO BLOG NOS DEIXOU ABAIXO , ATENDENDO MEU PEDIDO, SUA EXPERIÊNCIA COM A MAMOTOMIA.
“Passei recentemente pela infeliz experiência de realizar uma mamotomia.
Gostaria de deixar meu relato:
Em março/2009 realizei minha primeira mamografia aos 35 anos. Procedimento
de rotina adotado por minha ginecologista quando se chega a essa idade.
O exame apresentou diversas microcalcificações (muito micro mesmo!!!) nas
duas mamas. Levei para minha médica que sugeriu que eu repetisse o exame
após 6 meses. Assim o fiz.
As microcalcificações estavam da mesma maneira, sem regredir nem progredir.
Enchi minha médica de perguntas e ela me recomendou procurar um
mastologista que poderia esclarecer todas as minhas dúvidas.
Nem conhecia qualquer médico nessa especialidade, pois não tenho contato
com ninguém que tenha enfrentado problemas nas mamas. Desnecessário falar
que não tenho nenhuma herança genética. Graças a Deus, ninguém na minha
família tem histórico de câncer.
Achei na lista do convênio uma médica em São Paulo: bem senhora, sotaque
nordestino, consulta demorada, com exame das mamas, inúmeras perguntas. Mas
sem diagnóstico. Médica de poucas palavras. Disse que não havia motivo para
alarme, mas que eu precisava voltar dali a 6 meses.
Fiquei insegura, conversei com meu marido e decidimos buscar mais uma
opinião, pois dessa vez ele iria comigo. Procurei referências e obtive as
melhores possíveis de um médico na minha cidade: Santos. Lá fui eu. O cara
quase me enlouqueceu! Disse que eu tinha que tirar as microcalcificações o
mais urgente possível! Que era gravíssimo! Que não era nada saudável
continuar vivendo com elas dentro do meu corpo. Apresentou 2 alternativas
para essa retirada: via cirurgia (que ele mesmo faria) ou via mamotomia.
Era dia 06 de novembro. Ele informou que essa retirada deveria ser o mais
depressa possível, ainda antes do Natal! Expliquei que tenho criança
pequena, que estava envolvida em diversos compromissos pessoais e
profissionais que me impossibilitavam de uma cirurgia no momento. Ele me
orientou então a fazer a bendita mamotomia e indicou o melhor médico a
realizá-la em Santos. Saí de lá chorando....
Entrei em contato por telefone com a clínica tentando marcar o exame. De
cara informaram que esse exame não era marcado por telefone.Precisaria
comparecer pessoalmente, pois os procedimentos eram bastante sérios. Fui
lá, respondi a um quetsionário e me apresentaram um passo-a-passo perfeito
de "tudo" (quase tudo...rsrsrsrs) o que aconteceria. A clíncia realmente
foi muito boa, ética, profissional. Li o relato da Juliana nesse mesmo blog
e tudo o que ela explicava era realmente o que o folheto explicativo da
clíncia dizia.
Acabei realizando o exame dia 12/01/2010. O exame foi guiado por
mamografia. Entrei na sala às 18:00hs e saí ás 23:30hs....Nunca passei por
situação mais dolorosa, apavorante, constrangedora. Fiquei das 18:00hs às
21:30 com a mama direita "prensada" naquele maldito mamógrafo e depois a
esquerda das 21:30hs às 23:30hs.
Foi horrível! E sabe o que foi extraído? Praticamente nada! As
calcificações são "farelos" no meu corpo, não passíveis de retirada. Fazem
parte da minha fisiologia, assim como quem tem "cálculos renais". O
próprio médico que fez o exame (foram 2 médicos e 2 biomédicas) me elogiou
muito por eu ter sido tão valente em aguentar firme o suplício, sem chorar,
passar mal ou reclamar. Ele me explicou que tentou de todas as formas
retirar as microcalcificações, mas elas "fugiam" do aparelho como bolinhas
de sabão. Como as próprias palavaras dele: "meu caso foi para o livro de
mágoas dele", pois nunca tinha passado por situação semelhante: ver uma
paciente sofrer tanto por nada.
Fiquei com uma ferida enorme (ainda estou) na mama direita, ele me
encaminhou para um cirurgião para verificar a necessidade de uma plástica
reparadora, pois foi retirado muito tecido na tentaitva de "pegar" as
microcalcificações.
Sofri muito, tive vontade de voltar naquele mastologista e matá-lo,
denunciá-lo no conselho de medicina, enfim...Ainda estou muito brava com
todo o sofrimento desnecessário que passei. Não tive coragem de voltar
nele, mas sei que preciso ir e contar tudo o que ele me fez passar. Levei
todo o material a outro médico.
O resultado da biópsia, claro, foi benigno. As microcalcificações são
"resquícios" dos dois longos períodos de amamentação que ofereci as minhas
filhas (mais de 2 anos cada uma).
Vamos ficar alertas, mulheres! O cancer de mama é sério, lógico, mas estão
nos usando de cobaia na falta de um diagnóstico preciso!
Já pensou se todo mecâncio mandasse retirar e jogar fora o motor de um
automóvel ao menor sinal de dúvida quanto o diagnóstico da origem do
problema? Pensem nisso! Eles tem obrigação de investigar, analisar, lançar
mão de meios mais inteligentes, sempre pensando no paciente como ser
humano! Um beijo a todas!" (GRIFOS de Marina da Silva)
Conselho: MULHERES, é obrigação dos médicos buscar de todos os meios
para diagnosticar um problema (ou ausência de problema) de saúde. Parece-me que alguns profissionais não estão habilitados para tal e pensam que no caso de qualquer suspeita (micro ou macro de um tumor na mama) vão logo indicando a MAMOTOMIA. Vamos exigir que eles realizem um diagnóstico decente que não se prendam às máquinas. Uma boa anamnese, um exame clínico criterioso, ouvir o paciente, usar meios menos agressivos. Nada de abusar da mamotomia porque é mais baratinha que uma biópsia cirúrgica (aquela onde é necessária uma internação). Denuncie abusos. Mande seu relato para o blog e espalhe este relato para mais mulheres. Bjus. Marina.
Marina da Silva
ATENÇÃO: UMA LEITORA DO BLOG NOS DEIXOU ABAIXO , ATENDENDO MEU PEDIDO, SUA EXPERIÊNCIA COM A MAMOTOMIA.
“Passei recentemente pela infeliz experiência de realizar uma mamotomia.
Gostaria de deixar meu relato:
Em março/2009 realizei minha primeira mamografia aos 35 anos. Procedimento
de rotina adotado por minha ginecologista quando se chega a essa idade.
O exame apresentou diversas microcalcificações (muito micro mesmo!!!) nas
duas mamas. Levei para minha médica que sugeriu que eu repetisse o exame
após 6 meses. Assim o fiz.
As microcalcificações estavam da mesma maneira, sem regredir nem progredir.
Enchi minha médica de perguntas e ela me recomendou procurar um
mastologista que poderia esclarecer todas as minhas dúvidas.
Nem conhecia qualquer médico nessa especialidade, pois não tenho contato
com ninguém que tenha enfrentado problemas nas mamas. Desnecessário falar
que não tenho nenhuma herança genética. Graças a Deus, ninguém na minha
família tem histórico de câncer.
Achei na lista do convênio uma médica em São Paulo: bem senhora, sotaque
nordestino, consulta demorada, com exame das mamas, inúmeras perguntas. Mas
sem diagnóstico. Médica de poucas palavras. Disse que não havia motivo para
alarme, mas que eu precisava voltar dali a 6 meses.
Fiquei insegura, conversei com meu marido e decidimos buscar mais uma
opinião, pois dessa vez ele iria comigo. Procurei referências e obtive as
melhores possíveis de um médico na minha cidade: Santos. Lá fui eu. O cara
quase me enlouqueceu! Disse que eu tinha que tirar as microcalcificações o
mais urgente possível! Que era gravíssimo! Que não era nada saudável
continuar vivendo com elas dentro do meu corpo. Apresentou 2 alternativas
para essa retirada: via cirurgia (que ele mesmo faria) ou via mamotomia.
Era dia 06 de novembro. Ele informou que essa retirada deveria ser o mais
depressa possível, ainda antes do Natal! Expliquei que tenho criança
pequena, que estava envolvida em diversos compromissos pessoais e
profissionais que me impossibilitavam de uma cirurgia no momento. Ele me
orientou então a fazer a bendita mamotomia e indicou o melhor médico a
realizá-la em Santos. Saí de lá chorando....
Entrei em contato por telefone com a clínica tentando marcar o exame. De
cara informaram que esse exame não era marcado por telefone.Precisaria
comparecer pessoalmente, pois os procedimentos eram bastante sérios. Fui
lá, respondi a um quetsionário e me apresentaram um passo-a-passo perfeito
de "tudo" (quase tudo...rsrsrsrs) o que aconteceria. A clíncia realmente
foi muito boa, ética, profissional. Li o relato da Juliana nesse mesmo blog
e tudo o que ela explicava era realmente o que o folheto explicativo da
clíncia dizia.
Acabei realizando o exame dia 12/01/2010. O exame foi guiado por
mamografia. Entrei na sala às 18:00hs e saí ás 23:30hs....Nunca passei por
situação mais dolorosa, apavorante, constrangedora. Fiquei das 18:00hs às
21:30 com a mama direita "prensada" naquele maldito mamógrafo e depois a
esquerda das 21:30hs às 23:30hs.
Foi horrível! E sabe o que foi extraído? Praticamente nada! As
calcificações são "farelos" no meu corpo, não passíveis de retirada. Fazem
parte da minha fisiologia, assim como quem tem "cálculos renais". O
próprio médico que fez o exame (foram 2 médicos e 2 biomédicas) me elogiou
muito por eu ter sido tão valente em aguentar firme o suplício, sem chorar,
passar mal ou reclamar. Ele me explicou que tentou de todas as formas
retirar as microcalcificações, mas elas "fugiam" do aparelho como bolinhas
de sabão. Como as próprias palavaras dele: "meu caso foi para o livro de
mágoas dele", pois nunca tinha passado por situação semelhante: ver uma
paciente sofrer tanto por nada.
Fiquei com uma ferida enorme (ainda estou) na mama direita, ele me
encaminhou para um cirurgião para verificar a necessidade de uma plástica
reparadora, pois foi retirado muito tecido na tentaitva de "pegar" as
microcalcificações.
Sofri muito, tive vontade de voltar naquele mastologista e matá-lo,
denunciá-lo no conselho de medicina, enfim...Ainda estou muito brava com
todo o sofrimento desnecessário que passei. Não tive coragem de voltar
nele, mas sei que preciso ir e contar tudo o que ele me fez passar. Levei
todo o material a outro médico.
O resultado da biópsia, claro, foi benigno. As microcalcificações são
"resquícios" dos dois longos períodos de amamentação que ofereci as minhas
filhas (mais de 2 anos cada uma).
Vamos ficar alertas, mulheres! O cancer de mama é sério, lógico, mas estão
nos usando de cobaia na falta de um diagnóstico preciso!
Já pensou se todo mecâncio mandasse retirar e jogar fora o motor de um
automóvel ao menor sinal de dúvida quanto o diagnóstico da origem do
problema? Pensem nisso! Eles tem obrigação de investigar, analisar, lançar
mão de meios mais inteligentes, sempre pensando no paciente como ser
humano! Um beijo a todas!" (GRIFOS de Marina da Silva)
Conselho: MULHERES, é obrigação dos médicos buscar de todos os meios
para diagnosticar um problema (ou ausência de problema) de saúde. Parece-me que alguns profissionais não estão habilitados para tal e pensam que no caso de qualquer suspeita (micro ou macro de um tumor na mama) vão logo indicando a MAMOTOMIA. Vamos exigir que eles realizem um diagnóstico decente que não se prendam às máquinas. Uma boa anamnese, um exame clínico criterioso, ouvir o paciente, usar meios menos agressivos. Nada de abusar da mamotomia porque é mais baratinha que uma biópsia cirúrgica (aquela onde é necessária uma internação). Denuncie abusos. Mande seu relato para o blog e espalhe este relato para mais mulheres. Bjus. Marina.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
HERCEPTIN (TRASTUZUMABE)
Rita do site Instituto Espaço de vida nos enviou esta informação:
Marina tds esses medicamentos estao aprovados no Brasil para o tratamento de Câncer de Mama -
Trastuzumabe (Herceptin®) é um anticorpo monoclonal – uma versão artificial de uma proteína muito específica do sistema imunológico. Ele se liga a uma proteína promotora do crescimento conhecida como HER2/neu, que se encontra em pequenas quantidades na superfície das células do câncer de mama em cerca de 1 de cada 5 pacientes. Cânceres de mama que apresentam excesso dessa proteína tendem a crescer e se espalhar mais agressivamente. Trastuzumabe pode ajudar a reduzir a velocidade desse crescimento e ainda estimular o sistema imunológico a atacar o câncer de modo mais eficaz. Trastuzumabe é administrado por injeção em uma veia (IV), em geral uma vez por semana, ou em dose tripla a cada três semanas. Seu período ideal de administração ainda é desconhecido.
Trastuzumabe pode ser utilizado (juntamente com quimioterapia) como terapia adjuvante para cânceres positivos para HER2, a fim de reduzir o risco de recorrência quando o tumor mede mais que 1 cm entre seus extremos ou quando o câncer tenha se disseminado para os linfonodos. Utilizar trastuzumabe junto com a quimioterapia tornou-se tratamento adjuvante padrão para esses cânceres.
Fonte - http://www.espacodevida.info/topicos-de-saude-interna.php?id=261
Lapatinibe (Tykerb®) é outro medicamento direcionado contra a proteína HER2/neu. Esse medicamento é administrado em forma de pílula, na maioria das vezes com o medicamento quimioterápico capecitabina (Xeloda®). É utilizado em mulheres com câncer de mama positivo para HER2 que já não apresenta melhora com quimioterapia e trastuzumabe.
Fonte - http://www.espacodevida.info/topicos-de-saude-interna.php?id=262
Bevacizumabe (Avastin®) é outro anticorpo monoclonal que pode ser utilizado em pacientes com câncer de mama metastático. Ele apresentou resultados promissores quando utilizado em combinação com o medicamento quimioterápico paclitaxel (Taxol®). Esse anticorpo é direcionado contra o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), uma proteína que contribui para que os tumores formem novos vasos sanguíneos para obterem nutrientes (um processo conhecido como angiogênese). Atualmente o bevacizumabe não tem aprovação da FDA para o uso contra câncer de mama. Ele é aprovado para o uso contra outros tipos de câncer, e os médicos podem prescrevê-lo para uso no câncer de mama. Esse medicamento é de alto custo e os planos de saúde podem não cobrir o tratamento. Caso você esteja pensando em utilizar esse medicamento, é importante saber de antemão se seu plano oferece cobertura para ele ou não.
Fonte - http://www.espacodevida.info/topicos-de-saude-interna.php?id=263
Abs,
Rita 25 de janeiro de 2010 05:43
CONSELHO: dê uma passada no site www.espaçodevida.info/topicos-de-saude-interna.php?id=262
tem muita informação de qualidade e até um depoimento meu para dar força a quem estiver passando um perrengue de câncer! Por que você não passa lá?
E RITA...MUITO OBRIGADA. DEUS LHE ABENÇÕE! ABRAÇÃO. Marina
Rita do site Instituto Espaço de vida nos enviou esta informação:
Marina tds esses medicamentos estao aprovados no Brasil para o tratamento de Câncer de Mama -
Trastuzumabe (Herceptin®) é um anticorpo monoclonal – uma versão artificial de uma proteína muito específica do sistema imunológico. Ele se liga a uma proteína promotora do crescimento conhecida como HER2/neu, que se encontra em pequenas quantidades na superfície das células do câncer de mama em cerca de 1 de cada 5 pacientes. Cânceres de mama que apresentam excesso dessa proteína tendem a crescer e se espalhar mais agressivamente. Trastuzumabe pode ajudar a reduzir a velocidade desse crescimento e ainda estimular o sistema imunológico a atacar o câncer de modo mais eficaz. Trastuzumabe é administrado por injeção em uma veia (IV), em geral uma vez por semana, ou em dose tripla a cada três semanas. Seu período ideal de administração ainda é desconhecido.
Trastuzumabe pode ser utilizado (juntamente com quimioterapia) como terapia adjuvante para cânceres positivos para HER2, a fim de reduzir o risco de recorrência quando o tumor mede mais que 1 cm entre seus extremos ou quando o câncer tenha se disseminado para os linfonodos. Utilizar trastuzumabe junto com a quimioterapia tornou-se tratamento adjuvante padrão para esses cânceres.
Fonte - http://www.espacodevida.info/topicos-de-saude-interna.php?id=261
Lapatinibe (Tykerb®) é outro medicamento direcionado contra a proteína HER2/neu. Esse medicamento é administrado em forma de pílula, na maioria das vezes com o medicamento quimioterápico capecitabina (Xeloda®). É utilizado em mulheres com câncer de mama positivo para HER2 que já não apresenta melhora com quimioterapia e trastuzumabe.
Fonte - http://www.espacodevida.info/topicos-de-saude-interna.php?id=262
Bevacizumabe (Avastin®) é outro anticorpo monoclonal que pode ser utilizado em pacientes com câncer de mama metastático. Ele apresentou resultados promissores quando utilizado em combinação com o medicamento quimioterápico paclitaxel (Taxol®). Esse anticorpo é direcionado contra o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), uma proteína que contribui para que os tumores formem novos vasos sanguíneos para obterem nutrientes (um processo conhecido como angiogênese). Atualmente o bevacizumabe não tem aprovação da FDA para o uso contra câncer de mama. Ele é aprovado para o uso contra outros tipos de câncer, e os médicos podem prescrevê-lo para uso no câncer de mama. Esse medicamento é de alto custo e os planos de saúde podem não cobrir o tratamento. Caso você esteja pensando em utilizar esse medicamento, é importante saber de antemão se seu plano oferece cobertura para ele ou não.
Fonte - http://www.espacodevida.info/topicos-de-saude-interna.php?id=263
Abs,
Rita 25 de janeiro de 2010 05:43
CONSELHO: dê uma passada no site www.espaçodevida.info/topicos-de-saude-interna.php?id=262
tem muita informação de qualidade e até um depoimento meu para dar força a quem estiver passando um perrengue de câncer! Por que você não passa lá?
E RITA...MUITO OBRIGADA. DEUS LHE ABENÇÕE! ABRAÇÃO. Marina
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
HERCEPTIN
Marina da Silva
[denipallesi.blogspot.com]
Procurei neste blog sobre herceptin e não encontrei...
15/01/2010 13:46
Herceptin, herceptina ou trastuzumab e lapatinib ou Tykerb são novos medicamentos testados (ou em testes em algumas nações) para o tratamento do câncer de mama em estágio avançado. Estes quimioterápicos fazem parte do estudo científico ALTTO sigla em inglês para Otimização do Tratamento através do Lapatinib e/ou Trastuzumab. Participaram da pesquisa 8.0000 pessoas em 50 países dos vários continentes.
“Uma das primeiras iniciativas a nível mundial na qual participam duas grandes redes acadêmicas de investigação do câncer de mama em diversas partes do mundo”. São elas: Breast cancer Intergroup of North America com sede nos Estados Unidos e BIG_ Breast International Group com sede em Bruxelas, Bélgica. O BIG é composto por seis grupos cooperativos de estudos clínicos financiados pelo NCI- National Cancer Institute.
O que procuram?
Respostas para a ação dos medicamentos amplamente usados para combater o câncer.
Qual é o medicamento mais efetivo?
Qual é o mais seguro para o paciente,
Que benefícios se pode obter se usados separados,
Que benefícios se pode obter se usados um após o outro,
E que benefícios se pode obter se usados todos juntos,
Etc e tal também!
Os medicamentos( fármacos ou quimioterápicos) usados no ALTTO são “usados para tratar tumores positivos ao receptor do fator de crescimento epidérmico humano-2 (HER-2+), o qual constitue uma forma particulamente agressiva de câncer que afeta aproximadamente entre 20% a 25% de todas as pacientes com câncer de mama”.
Tanto a Heceptina (Herceptin ou Trastuzumab) como o Lapatinib (ou Tykerb) são aprovados pela FDA sigla em inglês para Administração de drogas e alimentos dos Estados Unidos para o uso em tratamento de câncer de mama HER-2 positivo.
No Brasil temos estas notícias: “O Instituto Nacional de Câncer (INCA) vai realizar uma pesquisa para avaliar a incorporação no Sistema Único de Saúde - SUS do medicamento trastuzumabe, comercializado com o nome de Herceptin, no tratamento de câncer de mama. O estudo é uma das prioridades da Rede Rio de Pesquisa Clínica, formada por instituições federais de saúde, que tem como objetivo realizar projetos na área de pesquisa clínica focados nas prioridades do SUS. O protocolo vai comparar a eficácia de um esquema terapêutico com 9 semanas de utilização do trastuzumabe, já avaliado em um estudo finlandês com o esquema padrão de tratamento com 52 semanas. Para a realização do projeto, o Ministério da Saúde, por meio do Fundo Nacional, vai liberar R$ 32 milhões. Um dos maiores entraves para a incorporação do medicamento no Brasil é o alto custo. Segundo pesquisas, o trastuzumabe pode reduzir em até um terço o número de mortes por câncer de mama, caso seja administrado em combinação com a quimioterapia em pacientes que tenham sido previamente submetidos à intervenção cirúrgica.” 04-07-2007.
O SUS- Sistema Único de Saúde é conhecido universalmente pelos brasileiros que dele necessitam, mais de 65% da população brasileira, como Sistema Ùnico de Sofrimento. As políticas públicas de saúde no Brasil são mais voltadas para o tratamento de DOENÇA e é quase ineficaz em PREVENÇÃO. Minto? Então atire a primeira pedra!
Vivemos às voltas com DENGUE, TURBERCULOSE, MENINGITE, MAIS DE 10 MIL MORTES DE HOMENS E MULHERES PELO CÂNCER DE MAMA E PRÓSTATA, SABIDAMENTE CURÁVEIS SE DESCOBERTOS PRECOCEMENTE! Não achei informação se o Herceptin está disponível para o tratamento do cancer de mama HER-2+ na rede credenciada pelo SUS. Continuarei pesquisando.
CONSELHO: se você está com um diagnóstico de câncer, esqueça siglas e nomes de medicamentos e concentre-se na cura! Na doença o SUS funciona, e muitas vezes até surpreende (fiz quimio no SUS). Todo o tratamento do câncer é controlado, indicado, carimbado e avaliado pelo INCA. Então....SIGA TODO O TRATAMENTO, NÃO DESISTA, FORÇA E FÉ. Cuide da alimentação, hidratação, exercite a paciência, pois vai precisar muito dela e vá vivendo a vida até a coisa passar, POIS, vai passar, eu garanto! Bjus. Marina.
Fonte: texto elaborado a partir dos sites (tradução livre de Marina da Silva) www.inca.gov.br/ Instituto nacional do câncer do Brasil
www.saude.gov.br/portal/saude/ sistema único de saúde-SUS
www.cancer.gov/ National Cancer Institute - Comprehensive Cancer Information/ espanhol e inglês
http://www.ncri.org.uk/ncriconference/archive/2005/programme/ só em inglês.
Marina da Silva
[denipallesi.blogspot.com]
Procurei neste blog sobre herceptin e não encontrei...
15/01/2010 13:46
Herceptin, herceptina ou trastuzumab e lapatinib ou Tykerb são novos medicamentos testados (ou em testes em algumas nações) para o tratamento do câncer de mama em estágio avançado. Estes quimioterápicos fazem parte do estudo científico ALTTO sigla em inglês para Otimização do Tratamento através do Lapatinib e/ou Trastuzumab. Participaram da pesquisa 8.0000 pessoas em 50 países dos vários continentes.
“Uma das primeiras iniciativas a nível mundial na qual participam duas grandes redes acadêmicas de investigação do câncer de mama em diversas partes do mundo”. São elas: Breast cancer Intergroup of North America com sede nos Estados Unidos e BIG_ Breast International Group com sede em Bruxelas, Bélgica. O BIG é composto por seis grupos cooperativos de estudos clínicos financiados pelo NCI- National Cancer Institute.
O que procuram?
Respostas para a ação dos medicamentos amplamente usados para combater o câncer.
Qual é o medicamento mais efetivo?
Qual é o mais seguro para o paciente,
Que benefícios se pode obter se usados separados,
Que benefícios se pode obter se usados um após o outro,
E que benefícios se pode obter se usados todos juntos,
Etc e tal também!
Os medicamentos( fármacos ou quimioterápicos) usados no ALTTO são “usados para tratar tumores positivos ao receptor do fator de crescimento epidérmico humano-2 (HER-2+), o qual constitue uma forma particulamente agressiva de câncer que afeta aproximadamente entre 20% a 25% de todas as pacientes com câncer de mama”.
Tanto a Heceptina (Herceptin ou Trastuzumab) como o Lapatinib (ou Tykerb) são aprovados pela FDA sigla em inglês para Administração de drogas e alimentos dos Estados Unidos para o uso em tratamento de câncer de mama HER-2 positivo.
No Brasil temos estas notícias: “O Instituto Nacional de Câncer (INCA) vai realizar uma pesquisa para avaliar a incorporação no Sistema Único de Saúde - SUS do medicamento trastuzumabe, comercializado com o nome de Herceptin, no tratamento de câncer de mama. O estudo é uma das prioridades da Rede Rio de Pesquisa Clínica, formada por instituições federais de saúde, que tem como objetivo realizar projetos na área de pesquisa clínica focados nas prioridades do SUS. O protocolo vai comparar a eficácia de um esquema terapêutico com 9 semanas de utilização do trastuzumabe, já avaliado em um estudo finlandês com o esquema padrão de tratamento com 52 semanas. Para a realização do projeto, o Ministério da Saúde, por meio do Fundo Nacional, vai liberar R$ 32 milhões. Um dos maiores entraves para a incorporação do medicamento no Brasil é o alto custo. Segundo pesquisas, o trastuzumabe pode reduzir em até um terço o número de mortes por câncer de mama, caso seja administrado em combinação com a quimioterapia em pacientes que tenham sido previamente submetidos à intervenção cirúrgica.” 04-07-2007.
O SUS- Sistema Único de Saúde é conhecido universalmente pelos brasileiros que dele necessitam, mais de 65% da população brasileira, como Sistema Ùnico de Sofrimento. As políticas públicas de saúde no Brasil são mais voltadas para o tratamento de DOENÇA e é quase ineficaz em PREVENÇÃO. Minto? Então atire a primeira pedra!
Vivemos às voltas com DENGUE, TURBERCULOSE, MENINGITE, MAIS DE 10 MIL MORTES DE HOMENS E MULHERES PELO CÂNCER DE MAMA E PRÓSTATA, SABIDAMENTE CURÁVEIS SE DESCOBERTOS PRECOCEMENTE! Não achei informação se o Herceptin está disponível para o tratamento do cancer de mama HER-2+ na rede credenciada pelo SUS. Continuarei pesquisando.
CONSELHO: se você está com um diagnóstico de câncer, esqueça siglas e nomes de medicamentos e concentre-se na cura! Na doença o SUS funciona, e muitas vezes até surpreende (fiz quimio no SUS). Todo o tratamento do câncer é controlado, indicado, carimbado e avaliado pelo INCA. Então....SIGA TODO O TRATAMENTO, NÃO DESISTA, FORÇA E FÉ. Cuide da alimentação, hidratação, exercite a paciência, pois vai precisar muito dela e vá vivendo a vida até a coisa passar, POIS, vai passar, eu garanto! Bjus. Marina.
Fonte: texto elaborado a partir dos sites (tradução livre de Marina da Silva) www.inca.gov.br/ Instituto nacional do câncer do Brasil
www.saude.gov.br/portal/saude/ sistema único de saúde-SUS
www.cancer.gov/ National Cancer Institute - Comprehensive Cancer Information/ espanhol e inglês
http://www.ncri.org.uk/ncriconference/archive/2005/programme/ só em inglês.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
CÂNCER: QUANDO A MULHER VAI EMBORA...
[alx] Li seus diversos tópicos. Dois me chamaram a atenção devido a meu caso. O papel do marido. Especificamente os que abandonam as esposas. O problema é quando a ex-esposa decide abandonar o marido.
Marina da Silva
Vazar, dar no pé, fugir da raia, abandonar o navio durante os perrengues da vida, em especial, no câncer, não é atitude exclusiva dos homens!
Muitas mulheres, na hora H, do “vamo vê”, pulam fora e abandonam seus companheiros (maridos, amantes, companheiros, bofes, ficantes).
Não vamos aqui julgar o mérito destas ações feitas por homens e mulheres num momento em que um mais precisa do apoio do outro para lidar com, por exemplo, um câncer!
Por que o homem dá o fora? Por que a mulher sai vazada?
Não sei! O que importa é que o ABANDONO da vítima do câncer, seja ela mulher ou homem, acontece, e estatísticamente falando, ocorre mais com as mulheres. Ter um diagnóstico de câncer é terrível e isto porque no nosso imaginário câncer é sinônimo de dor e morte! O INCA- Instituto Nacional de Controle do Câncer pesquisou e descobriu que: mesmo sabendo que vários tipos de cânceres são curáveis (quando descobertos precocemente), a população associa o câncer com morte líquida e certa!
Há vários motivos para explicar esta visão, entre eles:
Ausência de controle efetivo e eficaz da doença (veja história do INCA no site);
Altas taxas de incidência da doença e altíssimas taxas de mortalidade;
Precariedade do acompanhamento preventivo pelo SUS (conseguir uma consulta no SUS pode levar meses e até anos);
Hoje alguns planos de saúde privados estão igual ou pior que o SUS;
Auto-medicação;
Existem ainda aspectos culturais, históricos, religiosos, o estilo de vida, etc como:
Alcoolismo; tababismo; sedentarismo; obesidade;
Busca de curas alternativas (na homeopatia ou crenças religiosas). Lembra da filha de Pelé?);
Existem homens e mulheres que se gabam de nunca ir a médico;
Existem homens que proibem suas mulheres de fazer uma consulta ginecológica;
Há ainda o medo da mamografia, o medo de achar alguma coisa, a vergonha de levar uma “dedada” na consulta urológica para verificar a saúde da próstata, etc;
E o mito de quem procura acha!
Voltando ao abandono: é comum o parceiro(a) abandonar a vítima de um câncer ou outras doenças graves como a AIDS. Tem gente que abandona as pessoas queridas só porque ficaram velhas! E o sentimento que fica é o rancor, a raiva, a mágoa, o ódio profundo, a decepção, a ira (tá pouco?).
Pense na situação: você se vê às voltas com um perrengue tipo câncer ou qualquer outro deste gabarito. Sente-se só, largado de Deus, achando que é castigo, encosto, que vai morrer, que dará um trabalho danado (o tratamento é longo, doloroso, invasivo, mutilador, debilitante) e a pessoa que você escolheu para partilhar seus sentimentos....vaza, salta fora, vai embora! TRAIÇÃO! COVARDIA! DESGRAÇADO(A)! É só que passa na cabeça do indivíduo.
A vítima do câncer tem medo:
*de morrer; do tratamento, principalmente da quimioterapia;
* da dor e do sofrimento;
* de dar trabalho demais aos outros;
* de ser abandonado;
* de que as pessoas se afastem com medo de pegar alguma coisa;
*da discriminação e preconceito;
* de não poder trabalhar;
É pouco ou quer mais?
* De não poder ter mais filhos;
* De ficar impotente...e chega! continua....
[alx] Li seus diversos tópicos. Dois me chamaram a atenção devido a meu caso. O papel do marido. Especificamente os que abandonam as esposas. O problema é quando a ex-esposa decide abandonar o marido.
Marina da Silva
Vazar, dar no pé, fugir da raia, abandonar o navio durante os perrengues da vida, em especial, no câncer, não é atitude exclusiva dos homens!
Muitas mulheres, na hora H, do “vamo vê”, pulam fora e abandonam seus companheiros (maridos, amantes, companheiros, bofes, ficantes).
Não vamos aqui julgar o mérito destas ações feitas por homens e mulheres num momento em que um mais precisa do apoio do outro para lidar com, por exemplo, um câncer!
Por que o homem dá o fora? Por que a mulher sai vazada?
Não sei! O que importa é que o ABANDONO da vítima do câncer, seja ela mulher ou homem, acontece, e estatísticamente falando, ocorre mais com as mulheres. Ter um diagnóstico de câncer é terrível e isto porque no nosso imaginário câncer é sinônimo de dor e morte! O INCA- Instituto Nacional de Controle do Câncer pesquisou e descobriu que: mesmo sabendo que vários tipos de cânceres são curáveis (quando descobertos precocemente), a população associa o câncer com morte líquida e certa!
Há vários motivos para explicar esta visão, entre eles:
Ausência de controle efetivo e eficaz da doença (veja história do INCA no site);
Altas taxas de incidência da doença e altíssimas taxas de mortalidade;
Precariedade do acompanhamento preventivo pelo SUS (conseguir uma consulta no SUS pode levar meses e até anos);
Hoje alguns planos de saúde privados estão igual ou pior que o SUS;
Auto-medicação;
Existem ainda aspectos culturais, históricos, religiosos, o estilo de vida, etc como:
Alcoolismo; tababismo; sedentarismo; obesidade;
Busca de curas alternativas (na homeopatia ou crenças religiosas). Lembra da filha de Pelé?);
Existem homens e mulheres que se gabam de nunca ir a médico;
Existem homens que proibem suas mulheres de fazer uma consulta ginecológica;
Há ainda o medo da mamografia, o medo de achar alguma coisa, a vergonha de levar uma “dedada” na consulta urológica para verificar a saúde da próstata, etc;
E o mito de quem procura acha!
Voltando ao abandono: é comum o parceiro(a) abandonar a vítima de um câncer ou outras doenças graves como a AIDS. Tem gente que abandona as pessoas queridas só porque ficaram velhas! E o sentimento que fica é o rancor, a raiva, a mágoa, o ódio profundo, a decepção, a ira (tá pouco?).
Pense na situação: você se vê às voltas com um perrengue tipo câncer ou qualquer outro deste gabarito. Sente-se só, largado de Deus, achando que é castigo, encosto, que vai morrer, que dará um trabalho danado (o tratamento é longo, doloroso, invasivo, mutilador, debilitante) e a pessoa que você escolheu para partilhar seus sentimentos....vaza, salta fora, vai embora! TRAIÇÃO! COVARDIA! DESGRAÇADO(A)! É só que passa na cabeça do indivíduo.
A vítima do câncer tem medo:
*de morrer; do tratamento, principalmente da quimioterapia;
* da dor e do sofrimento;
* de dar trabalho demais aos outros;
* de ser abandonado;
* de que as pessoas se afastem com medo de pegar alguma coisa;
*da discriminação e preconceito;
* de não poder trabalhar;
É pouco ou quer mais?
* De não poder ter mais filhos;
* De ficar impotente...e chega! continua....
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
AS NOVELAS E O CÂNCER.
Marina da Silva
Sou televina, confesso, gosto muito da televisão, uma invenção maravilhosa que chegou lá em casa no início da década de 70 quando eu mal acabara de completar onze anos de idade. Herdei de minha mãe, uma amante de fotonovelas, minha paixão por novelas. Cresci Regina amando Tarcísio, apaixonada por Cuoco e sonhando casar um dia com Tony Ramos! Nas tramas das novelas as mesmas emoções: amor, paixão, ódio, traição, crime, castigo, vingança. As mortes aconteciam em memoráveis cenas de acidentes, a grande maioria automobilísticos, ou assassinatos a la Sherlock Holmes. Quem matou Salomão Ayala? Quem matou Odete Roitmam? Doenças? Uns infartos, derrames cerebrais ou AVC(Acidente Vascular Cerebral), doenças da cabeça. Os vilões e vilãs acabavam presos: na cadeira de rodas, na cadeia, no hospício, suicidavam ou morriam em trágicos acidentes.
Temas polêmicos? Só depois da ditadura militar e chegaram tímidos até os anos noventa; a partir daí a TV despiu a mulher, abusou do erotismo chulo beirando a pornografia 1,99 ou BBB.
O câncer como tema arrasou o ibope e levou o país as lágrimas em Laços de família. Quem diria que desde então a doença maldita, temível, inominável emplacaria três novelas seguidas: Cama de gato, Caras e bocas e Viver a vida?
_ E isto não é bom? Você me perguntaria. Falar de câncer, conscientizar a população sobre a doença e possibilidades de cura, a descoberta precoce, quebrar o tabu e medo do tratamento, mostrar a importância da família em novelas de alcance global, literalmente falando!
_Claro que SIM! É uma vitória fantástica na luta contra o câncer, principalmente o câncer de mama, colo de útero e ovários que têm taxas de mortalidade de altas para altíssimas no Brasil.
_ Então onde está o problema? Você insistiria. Quem és tu cara-pálida para meter o bedelho em novela?
E eu respondendo na qualidade de apaixonada por novelas e sobrevivente do câncer lhe diria que há uma exploração excessiva de uma fase do tratamento do câncer: a Qt ou quimioterapia! A quimio é a fase mais debilitante do tratamento e tem vários efeitos colaterais, mas as novelas reduzem o câncer à quimioterapia e esta à queda dos cabelos! Perder os cabelos, belos ou nem tanto, é hiper traumatizante, mas não é o único ou mais preocupante efeito colateral da quimio!
O cinema é mais cuidadoso e sensível ao tratar o câncer. Quer um excelente exemplo? Assista o filme “Uma prova de amor” com Cameron Diaz, Abigail Breslin, Sofia Vassilieva, Alec Baldwin e Joan Cusack e você entenderá o que é viver a vida com o câncer em todos os seus sentidos!
O tratamento superficial das novelas serve, além de traçar muitos pontos no ibope, apenas para reforçar e aumentar o medo da doença e do tratamento para quem, de repente, se vê às voltas com o perrengue de um câncer! A realidade supera e muito a ficção! A realidade do câncer é dura, cruel, dolorosa tanto para as vítimas como para seus familiares! Morre-se muito por câncer mesmo que se saiba que muitos cânceres têm cura total com a descoberta precoce e tratamento.
O diagnóstico precoce do câncer envolve desde um programa de controle eficiente da doença (mapeamento e rastreamento precoce do tumor) e programas de prevenção e saúde de homens e mulheres (o que não temos: no Brasil mais de 60% da população depende e muito do SUS- Sistema Único de Saúde que funciona, na maioria das vezes precariamente), de hábitos de vida saudável, do controle do tabagismo, alcoolismo, obesidade, etc.
É importante e fundamental que se fale do câncer e usar as novelas é uma estratégia fantástica! Porém a forma descuidada, a superficialidade e o abuso reducionista do câncer à quimioterapia e desta ao uso de máquina zero em belas cabeleiras beira a oportunismo barato!
Outra falha que vem se desenhando na novela das oito é o Viver a vida após o câncer e antes da vítima morrer! Como?
A personagem Marta está com câncer de ovários, fase terminal, ou seja, vai morrer! Ela tem uma linda família que cuida dela com muito carinho, um marido excepcional que não deu no pé ao saber do câncer da mulher, uma filha linda e amorosa, é super bem atendida num lindo hospital, MAS...
A médica Ariane, a oncologista piriguete, linda, loura e gostosona está assediando Léo, o marido de Marta, como um urubu sobre a carniça, sonhando em se apropriar do marido, filha e casa da cancerosa, mesmo antes dela bater com as botas, ir pra terra dos pés juntos, enfim...MORRER! É um assédio descarado, uma competição injusta e cruel para Marta que mais parece um trapo humano por causa da quimio, cheia de dores, enjôos e careca percorrendo sua via crucis carregando um câncer avançado!
Há vida durante o câncer e após o câncer (curado ou não)! É necessário recomeçar e reconstruir a vida após o sucesso do tratamento ou morte do paciente, só que a novela peca pela desatenção (estou sendo muiiito boazinha) a um pequeno detalhe: o assédio descarado da médica sobre o marido da quase-morta cancerosa Marta! A novela merece até um prêmio: Bola fora e bola murcha!
Atenção cara-pálida, amigo novelista:
O abandono é um dos maiores temores das vítimas do câncer principalmente para as mulheres e é a mais dura realidade! Muitos homens dão no pé, pulam fora, abandonam o barco furado pelo câncer como ratos! Esta preocupação não é só da vítima!Toda a equipe (médicos, psicólogos, assistentes sociais ou religiosos, fisioterapeutas, etc) sabem que o apoio da família é primordial para que o paciente siga o tratamento em busca da cura ou amenize os percalços em caso de paciente terminal.
Eu tive um medo lascado do meu marido vazar, de arranjar uma mulher e me trocar por outra, dele não agüentar o tranco com mulher doente e filha pequena! Eu me curei, fiz todo o tratamento aos trancos e barrancos, com pitis, depressão profunda, crises de pânico e idéias suicidas e não teria conseguido sem o apoio do meu marido e filha; de toda a minha família e amigos!
Então...ôrra meu! Se liga nessa parada profissionalmente, e não somente com a visão de pontos no ibope, perdendo oportunidades ímpares de ajudar e muito na luta contra o câncer no Brasil!
Marina da Silva
Sou televina, confesso, gosto muito da televisão, uma invenção maravilhosa que chegou lá em casa no início da década de 70 quando eu mal acabara de completar onze anos de idade. Herdei de minha mãe, uma amante de fotonovelas, minha paixão por novelas. Cresci Regina amando Tarcísio, apaixonada por Cuoco e sonhando casar um dia com Tony Ramos! Nas tramas das novelas as mesmas emoções: amor, paixão, ódio, traição, crime, castigo, vingança. As mortes aconteciam em memoráveis cenas de acidentes, a grande maioria automobilísticos, ou assassinatos a la Sherlock Holmes. Quem matou Salomão Ayala? Quem matou Odete Roitmam? Doenças? Uns infartos, derrames cerebrais ou AVC(Acidente Vascular Cerebral), doenças da cabeça. Os vilões e vilãs acabavam presos: na cadeira de rodas, na cadeia, no hospício, suicidavam ou morriam em trágicos acidentes.
Temas polêmicos? Só depois da ditadura militar e chegaram tímidos até os anos noventa; a partir daí a TV despiu a mulher, abusou do erotismo chulo beirando a pornografia 1,99 ou BBB.
O câncer como tema arrasou o ibope e levou o país as lágrimas em Laços de família. Quem diria que desde então a doença maldita, temível, inominável emplacaria três novelas seguidas: Cama de gato, Caras e bocas e Viver a vida?
_ E isto não é bom? Você me perguntaria. Falar de câncer, conscientizar a população sobre a doença e possibilidades de cura, a descoberta precoce, quebrar o tabu e medo do tratamento, mostrar a importância da família em novelas de alcance global, literalmente falando!
_Claro que SIM! É uma vitória fantástica na luta contra o câncer, principalmente o câncer de mama, colo de útero e ovários que têm taxas de mortalidade de altas para altíssimas no Brasil.
_ Então onde está o problema? Você insistiria. Quem és tu cara-pálida para meter o bedelho em novela?
E eu respondendo na qualidade de apaixonada por novelas e sobrevivente do câncer lhe diria que há uma exploração excessiva de uma fase do tratamento do câncer: a Qt ou quimioterapia! A quimio é a fase mais debilitante do tratamento e tem vários efeitos colaterais, mas as novelas reduzem o câncer à quimioterapia e esta à queda dos cabelos! Perder os cabelos, belos ou nem tanto, é hiper traumatizante, mas não é o único ou mais preocupante efeito colateral da quimio!
O cinema é mais cuidadoso e sensível ao tratar o câncer. Quer um excelente exemplo? Assista o filme “Uma prova de amor” com Cameron Diaz, Abigail Breslin, Sofia Vassilieva, Alec Baldwin e Joan Cusack e você entenderá o que é viver a vida com o câncer em todos os seus sentidos!
O tratamento superficial das novelas serve, além de traçar muitos pontos no ibope, apenas para reforçar e aumentar o medo da doença e do tratamento para quem, de repente, se vê às voltas com o perrengue de um câncer! A realidade supera e muito a ficção! A realidade do câncer é dura, cruel, dolorosa tanto para as vítimas como para seus familiares! Morre-se muito por câncer mesmo que se saiba que muitos cânceres têm cura total com a descoberta precoce e tratamento.
O diagnóstico precoce do câncer envolve desde um programa de controle eficiente da doença (mapeamento e rastreamento precoce do tumor) e programas de prevenção e saúde de homens e mulheres (o que não temos: no Brasil mais de 60% da população depende e muito do SUS- Sistema Único de Saúde que funciona, na maioria das vezes precariamente), de hábitos de vida saudável, do controle do tabagismo, alcoolismo, obesidade, etc.
É importante e fundamental que se fale do câncer e usar as novelas é uma estratégia fantástica! Porém a forma descuidada, a superficialidade e o abuso reducionista do câncer à quimioterapia e desta ao uso de máquina zero em belas cabeleiras beira a oportunismo barato!
Outra falha que vem se desenhando na novela das oito é o Viver a vida após o câncer e antes da vítima morrer! Como?
A personagem Marta está com câncer de ovários, fase terminal, ou seja, vai morrer! Ela tem uma linda família que cuida dela com muito carinho, um marido excepcional que não deu no pé ao saber do câncer da mulher, uma filha linda e amorosa, é super bem atendida num lindo hospital, MAS...
A médica Ariane, a oncologista piriguete, linda, loura e gostosona está assediando Léo, o marido de Marta, como um urubu sobre a carniça, sonhando em se apropriar do marido, filha e casa da cancerosa, mesmo antes dela bater com as botas, ir pra terra dos pés juntos, enfim...MORRER! É um assédio descarado, uma competição injusta e cruel para Marta que mais parece um trapo humano por causa da quimio, cheia de dores, enjôos e careca percorrendo sua via crucis carregando um câncer avançado!
Há vida durante o câncer e após o câncer (curado ou não)! É necessário recomeçar e reconstruir a vida após o sucesso do tratamento ou morte do paciente, só que a novela peca pela desatenção (estou sendo muiiito boazinha) a um pequeno detalhe: o assédio descarado da médica sobre o marido da quase-morta cancerosa Marta! A novela merece até um prêmio: Bola fora e bola murcha!
Atenção cara-pálida, amigo novelista:
O abandono é um dos maiores temores das vítimas do câncer principalmente para as mulheres e é a mais dura realidade! Muitos homens dão no pé, pulam fora, abandonam o barco furado pelo câncer como ratos! Esta preocupação não é só da vítima!Toda a equipe (médicos, psicólogos, assistentes sociais ou religiosos, fisioterapeutas, etc) sabem que o apoio da família é primordial para que o paciente siga o tratamento em busca da cura ou amenize os percalços em caso de paciente terminal.
Eu tive um medo lascado do meu marido vazar, de arranjar uma mulher e me trocar por outra, dele não agüentar o tranco com mulher doente e filha pequena! Eu me curei, fiz todo o tratamento aos trancos e barrancos, com pitis, depressão profunda, crises de pânico e idéias suicidas e não teria conseguido sem o apoio do meu marido e filha; de toda a minha família e amigos!
Então...ôrra meu! Se liga nessa parada profissionalmente, e não somente com a visão de pontos no ibope, perdendo oportunidades ímpares de ajudar e muito na luta contra o câncer no Brasil!
domingo, 13 de dezembro de 2009
Câncer.
É o sexto signo do zodíaco, o nome de uma linha imaginária acima da linha da linha do Equador no globo terrestre, o Trópico de Câncer e o nome daquela doença inominável que ninguém tem coragem de nomear assim de chofre, sem antes rodear aqui e ali e soltar baixinho o nome da coisa, da doença ruim, doença maligna, enfim, câncer.
Quando estive doente jamais pronunciei esse nome tenebroso – câncer! Falava que estava com um perrengue!
Mas por que tanto medo da doença?
Por que ela nos faz calar?
Por que nos faz ficar isolado das pessoas como se estivéssemos contaminados por uma doença que pega só de falar o nome?
A resposta é o medo trazido pelo estigma da doença. Você já deve ter ouvido ou lido que o câncer é uma doença estigmatizante. Mas que diabos é esse tal estigma?
Estigma é o mesmo que uma marca, um sinal cravando na pele, tal qual se marca o gado, a ferro e fogo.
Câncer é dor, é sofrimento e morte líquida e certa. É isso que passa na cabeça de qualquer um quando se tem um diagnóstico de câncer ou quando se tem alguém próximo, familiar ou não, passando pela doença.
Não há quem não a associe imediatamente com o estigma da dor – sofrimento –morte.
Não há quem não se ache sujo, contaminado, marcado para morrer.
E ainda há o medo do tratamento: cirurgias, quimio, a radio e hormonioterapia.
Mas péra aê!
Dê uma olhadela aqui e ali e veja quantas pessoas tiveram a doença e não morreram.
Eu sou uma delas e estou viva pela descoberta precoce do tumor e pelo tratamento.
Na verdade, se você pesquisar, vai descobrir que há cura para vários tipos de cânceres quando descobertos precocemente, que há novos medicamentos, novas técnicas cirúrgicas, que a quimio não é um bicho-de-sete-cabeças!
Saiba que em países como os Estados Unidos, onde há programas contínuos de controle do câncer de mama, as taxas de mortalidade estão caindo.
Países como a França e Canadá, que têm os melhores sistemas de saúde no mundo e tudo bancado pelo governo, o câncer de mama e colo de útero são controlados em programas que acompanham mulheres na faixa de risco.
Mas e no Brasil?
Aqui ainda não há nenhum programa governamental de controle do câncer de mama. A maioria das mulheres necessitam do SUS e a descoberta do tumor é tardia: então prevalece o estigma:dor –sofrimento –morte.
A doença tem cura total se descoberta precocemente, mas não há um mapeamento e acompanhamento das mulheres na faixa de risco e nem o rastreamento precoce do tumor via mamografia e exame clínico das mamas, uma medida do Consenso de 2004, para implantar o programa de controle da doença. Por isso o estigma da doença aqui é tão forte! Temos altas taxas de incidência da doença e de mortalidade.
É por isso que quando se descobre um caroço a gente fica em silêncio apavorada, esconde-se de todos, fica curtindo o caroço morrendo, literalmente, de medo e sofre calado esperando a morte chegar!
Mas basta!Vamos engrossar a luta pelo controle da doença, pela prevenção correta e tratamento digno e faça a sua parte, adote o comportamento preventivo. Atenção para os exames de prevenção para o colo do útero e mamas.
CONSELHO: se você tem plano de saúde, já passou dos trinta, marque as consultas: ginecologista e o mastologista (especialista em mamas). Se for SUS, entre na fila de espera não desista da consulta!
É o sexto signo do zodíaco, o nome de uma linha imaginária acima da linha da linha do Equador no globo terrestre, o Trópico de Câncer e o nome daquela doença inominável que ninguém tem coragem de nomear assim de chofre, sem antes rodear aqui e ali e soltar baixinho o nome da coisa, da doença ruim, doença maligna, enfim, câncer.
Quando estive doente jamais pronunciei esse nome tenebroso – câncer! Falava que estava com um perrengue!
Mas por que tanto medo da doença?
Por que ela nos faz calar?
Por que nos faz ficar isolado das pessoas como se estivéssemos contaminados por uma doença que pega só de falar o nome?
A resposta é o medo trazido pelo estigma da doença. Você já deve ter ouvido ou lido que o câncer é uma doença estigmatizante. Mas que diabos é esse tal estigma?
Estigma é o mesmo que uma marca, um sinal cravando na pele, tal qual se marca o gado, a ferro e fogo.
Câncer é dor, é sofrimento e morte líquida e certa. É isso que passa na cabeça de qualquer um quando se tem um diagnóstico de câncer ou quando se tem alguém próximo, familiar ou não, passando pela doença.
Não há quem não a associe imediatamente com o estigma da dor – sofrimento –morte.
Não há quem não se ache sujo, contaminado, marcado para morrer.
E ainda há o medo do tratamento: cirurgias, quimio, a radio e hormonioterapia.
Mas péra aê!
Dê uma olhadela aqui e ali e veja quantas pessoas tiveram a doença e não morreram.
Eu sou uma delas e estou viva pela descoberta precoce do tumor e pelo tratamento.
Na verdade, se você pesquisar, vai descobrir que há cura para vários tipos de cânceres quando descobertos precocemente, que há novos medicamentos, novas técnicas cirúrgicas, que a quimio não é um bicho-de-sete-cabeças!
Saiba que em países como os Estados Unidos, onde há programas contínuos de controle do câncer de mama, as taxas de mortalidade estão caindo.
Países como a França e Canadá, que têm os melhores sistemas de saúde no mundo e tudo bancado pelo governo, o câncer de mama e colo de útero são controlados em programas que acompanham mulheres na faixa de risco.
Mas e no Brasil?
Aqui ainda não há nenhum programa governamental de controle do câncer de mama. A maioria das mulheres necessitam do SUS e a descoberta do tumor é tardia: então prevalece o estigma:dor –sofrimento –morte.
A doença tem cura total se descoberta precocemente, mas não há um mapeamento e acompanhamento das mulheres na faixa de risco e nem o rastreamento precoce do tumor via mamografia e exame clínico das mamas, uma medida do Consenso de 2004, para implantar o programa de controle da doença. Por isso o estigma da doença aqui é tão forte! Temos altas taxas de incidência da doença e de mortalidade.
É por isso que quando se descobre um caroço a gente fica em silêncio apavorada, esconde-se de todos, fica curtindo o caroço morrendo, literalmente, de medo e sofre calado esperando a morte chegar!
Mas basta!Vamos engrossar a luta pelo controle da doença, pela prevenção correta e tratamento digno e faça a sua parte, adote o comportamento preventivo. Atenção para os exames de prevenção para o colo do útero e mamas.
CONSELHO: se você tem plano de saúde, já passou dos trinta, marque as consultas: ginecologista e o mastologista (especialista em mamas). Se for SUS, entre na fila de espera não desista da consulta!
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